ProCampo: criatividade de esquerda

O projeto PROCAMPO é uma boa idéia do Governo do Pará. Objetiva aproximar estudantes universitários da realidade ambiental, política, sócio-econômica e cultural do campo. Ao empreender esse contato político-antropológico, fomenta a pesquisa científica ligada às questões do homem e da mulher do campo e contribui para a construção de um modelo de desenvolvimento baseado na propriedade coletiva ou na pequena propriedade individual, que diversifica técnica e produção, agrega ciência e tecnologia, gera emprego e renda e protege o meio ambiente. O PROCAMPO quer desenvolver uma corrente urbano-rural permanente de defesa dos direitos humanos no campo e contribuir na promoção de políticas públicas de melhorias na qualidade de vida das comunidades rurais. Promovendo o contato direto entre estudantes, os agricultores e suas famílias e os movimentos sociais de resistência ao latifúndio e à destruição da floresta, alinha e anima interesses comuns entre universos paralelos, o dos estudantes e da juventude e o do homem e da mulher do campo. É um dos projetos de cunho político de maior teor criativo que já foi desenvolvido por governos populares em nosso país. O professor-Doutor Cláudio Puty, Secretário da Casa Civil e um dos entusiastas do Projeto, proferiu, dia 14, aula inaugural “Construindo a integração estudantil-camponesa”, na sede do Projeto, na Avenida Almirante Waldenkolk, 1487, em Belém. O logotipo e toda a comunicação visual do PROCAMPO é trabalho da Vanguarda Propaganda, com direção de criação de Chico Cavalcante e Direção de Arte de Márcio Beltrão.

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Filiação ao PT

O PT está conduzindo uma campanha de filiação de novos militantes e de recadastramento de antigos filiados. Essa campanha tem três objetivos centrais: o estreitamento dos vínculos entre as estruturas partidárias de direção com os militantes filiados, a expansão da força organizada do partido para novos setores sociais e a legalização dos inscritos no partido que ainda não regularizaram sua situação junto ao TRE. A campanha está sendo orientada pelo princípio de que o fortalecimento e a expansão do PT não podem descaracterizá-lo quanto às suas regras de funcionamento, ao seu estatuto e ao seu programa. O que se procura evitar é um crescimento artificial do partido. As filiações devem ser precedidas de avaliação rigorosa quanto à compatibilidade política e de conduta pregressa dos novos filiados em relação aos valores e procedimentos defendidos pelo PT. No Pará, a campanha de filiação que está sendo promovida pelo Diretório Estadual, comandado por João Batista Barbosa, com envolvimento direto dos diretórios municipais, volta-se, especialmente, para o objetivo de consolidar a presença do PT nos movimentos sociais e para expandir sua presença em novos setores da sociedade. “O PT não pode esquecer de onde veio e porque veio”, justifica Batista. Um dos focos importantes dessa campanha é a juventude, pois o PT precisa passar por um processo de rejuvenecimento, trazendo para seu interior as inquietações e perspectivas das novas gerações e apostando no seu futuro. O cartaz postado aqui foi criado, a pedido do Diretório Estadual do PT do Pará, pela Vanguarda Propaganda com Direção de Criação de Chico Cavalcante e direção de arte de Phernando Silva.

17 de abril

O Massacre de Eldorado dos Carajás foi um dos episódios mais trágicos da história recente do país. Ocorreu em 17 de abril de 1996, no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. Dezenove trabalhadores sem-terra perderam a vida ali. O confronto desigual entre trabalhadores rurais pobres e precariamente armados com paus e pedras e a Polícia ocorreu quando 1.500 sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local, porque estariam obstruindo a rodovia PA-150, que liga a capital do estado, Belém, ao sul do estado. Todos os anos, desde então, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizada jornadas de luta para marcar a data e não deixar cair o fato no esquecimento da nação. Este ano, a data coincide com a divulgação, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) do relatório sobre a violência no campo que destaca ter sido o Pará o estado que apresentou a maior redução no número de conflitos e de vítimas fatais. Para o Governo, esses avanços se devem à convergência de três fatores: a aplicação correta e honesta de políticas sociais compensatórias, o crescimento econômico estimulado por um novo modelo de desenvolvimento no Pará, que vem oportunizando elevação das taxas de lucro e aumento dos postos de trabalhos no campo e na cidade, e um investimento consistente em segurança pública cidadã. O comercial postado aqui foi realizado em tempo recorde para ser exibido a partir de amanhã, como parte das ações simbólicas do Governo Popular para marcar a data e a luta pela terra no Pará. A produção é da Digital, com criação da Vanguarda Propaganda.

Governo do Pará em revista nacional

“Caros Amigos” é uma revista brasileira de informação de periodicidade mensal que circula nacionalmente com distribuição em bancas de jornais assim como para assinantes. A revista, de orientação editorial de esquerda, é publicada desde abril de 1997 pela Editora Casa Amarela. A fórmula editorial da revista consiste na publicação de uma grande entrevista com personalidade de destaque, diversas, diversas colaborações de nomes representativos do pensamento de esquerda no Brasil, reportagens, um ensaio fotográfico e da opinião de leitores. A edição que está nas bancas tem em sua página 2 o anúncio, criado pela Vanguarda para o Governo do Pará, que ilustra este post. A peça já havia ilustrado as páginas da revista “Carta Capital”. Lançada há 13 anos pelo jornalista Mino Carta, “Carta Capital” é uma revista semanal de informação com proposta editorial ancorada naquilo que se considera ser os três fundamentos básicos do bom jornalismo: fidelidade à verdade factual, espírito crítico e fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste. Desde a sua origem, a publicação tornou-se uma das principais referências de formadores de opinião e leitura obrigatória da elite econômica e intelectual do País, tendo recebido diversos prêmios de jornalismo. A Direção de Criação do anúncio do Governo Popular do Pará é de Chico Cavalcante, com direção de arte de Phernando Silva.

Vanguarda entre as melhores do Brasil

Acaba de sair a edição 2007/2008 da About The Hot Tops, com a relação das melhores agências do Brasil, selecionadas a partir da análise de sua performance nos últimos dois anos e de suas perspectivas para 2008. Pelo sétimo ano consecutivo a Vanguarda, de Belém, está entre as melhores. A redação da About (uma das bíblias da propaganda brasileira), emprega três critérios na seleção: Brilho criativo, estrutura profissional, postura ética, ousadia e inovação, dedicação ao cliente e estrutura profissional. A revista About é uma das mais longevas e prestigiadas publicações do setor, considerada uma das bíblias da propaganda nacional.

“Pará. Terra de Direitos”, o conceito

Conceitos são portadores de significados. Em publicidade, conceitos constituem o eixo estratégico de uma abordagem de marketing. Um eixo é uma idéia fundamental, uma idéia predominante, um desígnio final de conduta.
O conceito vem de Karl Von Clausevwitz: “a estratégia determina o ponto onde devemos empregar a maior força”.

Um governo que não consegue estabelecer claramente qual o conceito que o move, dificilmente conseguirá estabelecer com o público uma interface simbólica clara. O governo do Pará agora tem um conceito, baseado na universalização de direitos e no cumprimento de sua extensa agenda social, que tem por meta estabelecer um novo modelo de desenvolvimento no Estado.
Em marketing comercial, o eixo estratégico funciona no nascimento da intenção de compra. No marketing político e na comunicação pública, ele destaca as afinidades entre o emissor da mensagem e o tomador de decisão: o cidadão comum.
O eixo estratégico conforma-se em marca guarda-chuva quando se torna síntese. E essa marca guarda-chuva abriga sobre si diferentes sub-marcas que lhe dão substância e sustentação.
Cada ação concreta de cada secretaria se converte em ações táticas que atuarão sinergicamente a serviço desse eixo estratégico.
Com base nesse raciocínio e tendo como referência o planejamento plurianual (PPA) do governo do Pará, propusemos a adoção de um conceito que, agora, se converterá em uma “marca guarda-chuva”: “Pará. Terra de Direitos”, a antítese do “Pará, terra sem lei” que notabilizou o nosso estado por anos a fio.
Esta marca (brand) será o ponto de convergência das ações sociais do governo e não substitui a logomarca (logotype) do governo, nem deve, necessariamente, ter uma representação física em todas as ocasiões. Ela demarca o “norte”, a direção. Em sua base está o slogan do governo, ou seja, sua identidade presente: “Pará. Governo Popular”. O slogan que propomos tem como centro as pessoas, foco da atuação de um governo que inverte prioridades, estimula a participação popular, evoca a integração territorial e a distribuição equânime de recursos técnicos e financeiros, para construir o novo desenvolvimento econômico e social, justo e includente, que respeita as vocações locais, as diferenças regionais e a vontade do povo.
O anúncio que publicamos no último domingo no jornal Diário do Pará destaca as ações inaugurais da marca “Pará. Terra de Direitos”, que começa a se concretizar ainda em abril de 2008. A consultoria de marketing na criação do conceito e a direção de criação da peça é de Chico Cavalcante e a direção de arte é de Phernando Silva.

Calendário eleitoral 2008

Hoje encerra-se o prazo para que os partidos entreguem a relação de filiados à Justiça Eleitoral. Para concorrer ao pleito municipal de 5 de outubro próximo, o candidato deve estar filiado à sigla partidária um ano antes da eleição. Se você tem interesse no tema, o calendário completo do processo de agora até o dia do pleito pode ser obtido em http://www.comunicacaomilitante.blogspot.com

Um tapa na mesmice

Comerciais de trinta segundos de governo tem um formato padrão que pode ser resumido em uma linha: “imagem aberta de obra (ou serviço), locução em off, finaliza com sonora de popular ou de agente público que fale em nome do órgão responsável”. Na verdade, essa linha de orientação que se transforma em roteiro na maioria dos casos é somente uma relação dos ingredientes que devem estar presentes no VT. Resolvemos chacoalhar a receita e fazer com que uma série de imagens aparecessem simultaneamente na tela, dando ao telespectador um sentido de profusão de ações, de volume de trabalho, acentuado por uma trilha que faça a condução adequada do sentido auditivo ao entendimento da velocidade com que o cliente está atendendo às demandas da população. Essa é a receita não ortodoxa de uma série de comerciais de trinta segundos que estamos realizando para o Governo do Pará. O roteiro é de Chico Cavalcante, com realização da Digital Produções, com direção/edição de Mauro Melo.

Um problema convertido em solução

Realizar programa partidário para o horário gratuito anual das legendas é sempre um exercício de adequação do espaço às necessidades de projeção dos detentores de mandato. Isso é assim aqui como em qualquer lugar. Para partidos de esquerda ou de direita. Afinal, alguns segundos de aparição na televisão oferece uma economia de tempo no acesso ao eleitor que só rivaliza com o rádio e deixa mídia menores, como a internet, comendo poeira. O desafio que João Batista Barbosa, o atual presidente do PT paraense, passou para a Vanguarda foi “conseguir colocar todos os deputados estaduais da legenda em 30 segundos, sem parecer artificial”. O que fizemos foi construir uma fala de posicionamento da legenda que consiste no resumo dos determinantes de diferenciação do cliente que seria falado por todos os parlamentares da legenda, em tempo similar, e que ao fim e ao cabo mostraria cada um e daria um sentido de unidade para a bancada. Todos “são” a marca, nesse comercial, com imagem e reputação favoráveis, sem correr o risco de copiar a desgastada fórmula de “parlamentares ao redor de uma mesa discutindo algum tema enquanto o locutor em off fala sobre o brilhantismo de sua atuação”, criada pelos marketeiros de Bill Clinton na primeira campanha presidencial e repetida em todo lugar, inclusive na campanha de Lula em 2002. O roteiro é de Chico Cavalcante. Veja aqui, o VT, que foi realizado pela Amazon Films, com direção de Cassim Jordy e direção de fotografia de Roberto Ribeiro.