Acertando no alvo

A Vanguarda fez, no início do ano de 2007, um outdoor para exibição na praça Belém que gerou comentários, alguns até mesmo agressivos. A imagem única na peça era a de uma bomba de artilharia aérea na qual se via, grafada em sua superfície, a logomarca da agência, em vermelho, contrastando com a superfície metálica e rústica do artefato. Alguns disseram se tratar de uma demonstração de “belicismo”; outros, que era inapropriado falar em guerra quando mundo quer paz. Ambos estavam redondamente enganados. O anúncio que publicamos meses depois não foi uma resposta aos detratores, eles próprios parte involuntária de nossa estratégia de posicionamento. Era, sobretudo, o segundo capítulo de uma ação que buscava, justamente, permanecer em pauta num momento em que a agência ganhava um contorno novo, dividindo sua operação e sua estrutura em duas unidades físicas distintas, uma (a Vanguarda) para atender exclusivamente a entes públicos, organizações não governamentais e campanhas políticas; outra (a V2/Vanguarda) dedicada exclusivamente ao varejo, com foco no mercado privado. Era um movimento ousadíssimo e, para muitos, arriscado. Deu certo. Hoje podemos comemorar a realização de um movimento inédito no mercado local e que cuja operação foi coberta de sucesso, com ambas as estruturas podendo apresentar balanços positivos e consolidando-se em suas áreas. Em 2007, a Vanguarda Propaganda viu crescer em 150% sua carteira de clientes e a V2/Vanguarda contabiliza um crescimento de receita da ordem de 35% em apenas um ano e meio de operação. Resultado: acertamos no alvo.

5 comentários

  1. O que mais me surpreendeu aqui não foi o texto fluente, em jorro, que tanto caracteriza a tua escrita e que já acompanho no “comunicação militante”, mas sobretudo os números. 150% de aumento na carteira de clientes e 35% de aumento no faturamento são números expressivos para qualquer empresa, mesmo em um país que está distribuindo renda e crescendo, como o nosso. Isso prova que você não é apenas bom de marketing e de comunicação, mas que é, também, um empresário talentoso e ótimo administrador. Parabéns.

    Ana Lúcia Constante

  2. Depende.. eu posso ter um cliente e ganhar um e meio rsrsr, ganhar R$ 10.000 e aumentar para R$ 13.500, se tratando de MKT não parece tão expressivo, pode soar expressivo como sugere o Chico mas…melhor seria, tínhamos X clientes e subimos para XY.. aumentamos nosso faturamento de X para XY.
    É o MKT minha filha!depende do que você diz

  3. Ana Lúcia, grato por sua participação e pelas palavras fraternas.

    Anônimo das 02:42, posso lhe dizer que as duas empresas são superavitárias, ou seja, dão lucro. O maior cliente da V2/Vanguarda, com um faturamento anual em torno de R$ 300 milhões/ano, cresceu 14,5% em um ano, enquanto o país cresceu 0,5%. Isso investindo em comunicação exatamente o que investia quando a conta era gerenciada por outra agência. Já a Vanguarda, atendia uma prefeitura em 2005, hoje atende 5 diretamente (Santarém, Ananindeua, Óbidos, Canaã e Capanema) e mais 6 como consultoria. Se você não considera isso significativo em nosso mercado, mude-se para São Paulo, onde a escala é outra.

  4. Que explicação idiota, pior mesmo só o anúncio.

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